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hoje tem sol 18 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in Deliriun, caio f. abreu.
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Fui caminhando até sua janela
engraçado tudo isso, passei com as pontas dos dedos nela como se fossem os teus cabelos, na ponta dos meus dedos.
olha lá deve estar a marca
pensei, imaginei quis, tantas coisas, olhei pro céu azulzinho. me vi refletida no teu vidro, meu rosto teu rosto, teus olhos
virá dos olhos teus essa cor que azuleja o dia… cantarolando agora, me lembrei das tarde de praia e Djavan,
nesse sol, tudo que queria era desengavetar as saias, o sol aquece por dentro, quem sabe ir ver o mar; distante.
ah não adianta bancar o distante: lá vem o amor nos dilacerar de novo… não é assim que ele disse
Acho que sou bastante forte para sair de todas as situações em que entrei, embora tenha sido suficientemente fraco para entrar.
tudo desencontrado
musicas e citações
situações
Vou no cinema hoje, vem comigo.!?!

Acredite em que mesmo…? 18 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in Implicante.
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Alguém aqui ficou perplexo com a nova propaganda do Boticário???
Não, porque passo a achar que eu sou a chata implicante, eu sou então,  olho aqui pra minha pequena e seus cachos doirados (lindos) balançado e penso nos meus 17 anos pra me enteder com o cabelo diferente…

não esta tudo invertido nessa propaganda?

“Não seria bom viver em um mundo sem vaidade? Imagine um mundo onde a beleza não é valorizada? Não seria bom viver nesse mundo?”.
“Não, não seria”

Não que eu não tenha entendido o que o comercial quis dizer, mas acho que foram no mínimo infeliz na escolha das imagens,  mostrar todas as meninas com a mesma roupa e corte de cabelo, não é isso que acontece agora na nossa ditadura magra e cabelo liso?

enquanto a Natura e a Dove investem em BEM ESTAR BEM & VIVA A REAL BELEZA o O Boticário vem com: “Acredite na Beleza” hum, que tal um “Acredite na sua beleza”.

Tá, eu sou implicante mas acho que esses veículos pra grandes massas deveriam se preocupar com essa coisas.

aqui ó o comercial e um blábláblá sobre quem achou o negócio bom ok.

15 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in malhumor.
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-eu queria tanto,eu tinha tanto a.
-tadinha toda passional
-e eu beijo bem.
procuro sinais; que não vem
eu queria dizer que…
não sei da onde tirei a idéia mirabolante de passar em um sebo na hora do almoço,gastar tempo, preguiça de estudar, não sei se foi o sebo acontece que ontem  a noite vi que realmente passei dos 25… depois de uma sessão pular na cama com a pequena, tive uma crise violenta de rinite/sinusite e todos os itz que acompanham, mas amanheci bem, bemzinha e ai fui no sebo, estou morrendo. ah a idade
estou me distraindo, o que eu queria dizer era que, não tenho nada a dizer, sabe quando você pega uma folha e queima, folha de verdade, folha de plantinha, saca, ela vai murchando perdendo cor, secando, diminuindo, é isso que queria dizer mas não consigo explicar em palavras, só vejo a pobre folha tão verde secando secando…
meu nível esta paradidático hoje, se eu te encontrar vou dizer, não vou dizer nada, vou passar reto olhando pro chão, porque não tenho sinais, não recebo, não sei ler os seus sinais e pra dizer a verdade é tão cansativo isso, eu sou tão legalzinha e alegre, e isso tudo é tão entediante, falta o sinal.
eu tenho de trabalhar
eu tenho de estudar
eu to com rinite e manhosa

11 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in Deliriun, Incompossível, caio f. abreu.
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na escrivaninha de casa um bolo de cartas nunca entregue
se amontoam como pó, pó de estrela, ternura empilhada, pilherrima pra ti.
Pra mim, derramar querer e querer não se controla.
Pensei em passar uma fita azul nelas e colocar na tua janela.
Nunca mais encontrei tua janela. Mudou.
Você se mudou e eu não sei mais onde ir.  Passo todos os dias pela tua porta que não está lá.
eu via sempre certa fresta nela, eu via entre o escuro da incerteza um ponto de sim, algo a me agarrar.
Coleciono promessas nunca ditas, incompossivel se fazendo ordem
pequena epifania
“Há alguns dias, Deus – ou isso que chamamos assim, tão descuidadamente, de Deus –, enviou-me certo presente ambíguo: uma possibilidade de amor. Ou disso que chamamos, também com descuido e alguma pressa, de amor. E você sabe a que me refiro.
Antes que pudesse me assustar e, depois do susto, hesitar entre ir ou não ir, querer ou não querer – eu já estava lá dentro. E estar dentro daquilo era bom. Não me entenda mal – não aconteceu qualquer intimidade dessas que você certamente imagina. Na verdade, não aconteceu quase nada. Dois ou três almoços, uns silêncios. Fragmentos disso que chamamos, com aquele mesmo descuido, de “minha vida”. Outros fragmentos, daquela “outra vida”. De repente cruzadas ali, por puro mistério,…
Nunca mais sair do centro daquele espaço para as duras ruas anônimas. Nunca mais sair daquele colo quente que é ter uma face para outra pessoa que também tem uma face para você, no meio da tralha desimportante e sem rosto de cada dia atravancando o coração….
De mais a mais, eu não queria. Seria preciso forjar climas, insinuar convites, servir vinhos, acender velas, fazer caras. Para talvez ouvir não. A não ser que soprasse tanto vento que velejasse por si. Não velejou. Além disso, sem perceber, eu estava dentro da aprendizagem solitária do não-pedir. Só compreendi dias depois, quando um amigo me falou – descuidado, também – em pequenas epifanias. Miudinhas, quase pífias revelações de Deus feito jóias encravadas no dia-a-dia.
Era isso – aquela outra vida, inesperadamente misturada à minha, olhando a minha opaca vida com os mesmos olhos atentos com que eu a olhava: uma pequena epifania. Em seguida vieram o tempo, a distância, a poeira soprando.

…E se estendo a mão, no meio da poeira de dentro de mim, posso tocar também em outra coisa. Essa pequena epifania. Com corpo e face. Que reponho devagar, traço a traço, quando estou só e tenho medo. Sorrio, então. E quase paro de sentir fome.”

CFA

8 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in Deliriun, Incompossível.
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Eu caminhava absorta em pensamentos, no fone tocava Amy, não não, acho que era nouvelle vague ou radiohead algo assim.
Sei que caminhava no mesmo horário de sempre, naquele passo manhoso preguiçoso que tenho lá pelas 8:30 da manhã. Embalava os livros na bolsa, sempre penso, porque carrego tantos livros, são pesados… então, caminhava meu passo descompasso, acho que cantarolava, mão no bolso, cabeça nas nuvens.
Aconteceu como em filme, novela, um conto piegas talvez, dessas coisas que não acontecem na vida real.
O carro parou do meu lado, buzinou, olhei, sorria a conhecida desconhecida, a porta do passageiro aberta eu li como um convite. Entrei, um beijo na face estranhamente familiar, sem controlar uma certa timidez estupidamente explicita disse: - oi.
-oi – ela ainda sorrindo, quase nunca a vejo sorrir- café?
Rodamos alguns quarteirões procurando um café só nosso.
20 minutos de papo solto e leve, me contou dela, da família, do trabalho, das viagens, eu falei muito, dessas besteiras que falo quando estou sem graça, pedi pra ver as fotos da viagem, aquelas da China. Queria tanto ver, sou tão curiosa. Rimos.
Na volta me deixou no mesmo ponto, embaixo da arvore, na frente do prédio. Prometi outro texto no método antigo, bilhetinho na janela, me disse que mandaria e-mail. Despedimos.
Acendeu um cigarro, ativou o alarme e seguiu seu passo lento, atravessei e segui o meu.
Mais tarde quando nos encontramos no mesmo lugar de sempre mantive a distância e o silêncio, uma rápida cruzada de olhar, sabe aquele ponto do olho que brilha? O meu dizia: Sim temos um segredo.

eu quero meu bem você na veia 7 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in musica.
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Aquela tatoo que às vezes só se vê a ponta me deixa maliciosamente mal intencionada

Mal intencionada hum

Ela adora me fazer de otário para entre amigas ter o que falar
É a onda da paixão paranóica!
Praticando sexo como jogo de azar…
A paixão não tem nada a ver com a vontade
Quando bate é o alarme de um louco desejo…

Sua vida burguesa é uma merda
Um roteiro de intrigas prá Fellini fumar
Cercada de maus elementos, pessoas chatas, feias, bobas e burras
e ninguém pensaria que ela quer fuder…

Reconheço que ela me deixa inseguro
Sou louco por ela e não sei o que falar
O que eu quero é que ela quebre a minha rotina
Que fique comigo e deseje me amar…

-

Sim pro sol, sim prá lua, eu quero você toda nua
Sim prá tudo que você quiser
Gosto muito do seu jeito, rock’n roll meio nonsense
Rock’n roll meio nonsense, prá acabar com essa inocência
E o complexo de decência no meio do salão

Poesia Marginal 4 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in Ana C., Deliriun, Incompossível, eu.
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Nem tão poesia mas tão marginal

Perto de ti dança a minha alma desarmada…

É terrível essa sensação

vazio, abismo, espaço, imensidão

de certeza, a queda

quando penso que está próxima
sinto o corpo ondular
o cabelo em desalinho
todo o corpo querendo o choque, asfalto
e num novo impulso
delírio
me vejo como folha
bailando, caindo, rodopiando,
a queda
concreto
concreta
espatifar em pedaços de vidro
caquinhos de espelho
cada pedaço reflete de volta e impulsiona ao ar
chuva de papel prateado, espalhados no vento por todos os lados

cinzenta todas as paisagens,

São Paulo é fria e dura, algumas pessoas também

meus olhos vitrine escura, só vêem neblina
me falta o toque
o toque que transforma tudo em ouro
laminha
é assim que ela dizia
criou asas
da janela
ela mergulhou
nunca mais laminha
nunca mais vazio
da janela
voou

” Hoje passei um dia merdinha, laminha mesmo. Acordei ás 8 da manhâ com um rápido acesso de angustia (não podia respirar, coração a mil, choques elétricos nos braços e nas pernas). Nunca tinha sentido de manhã, cheguei a panicar um pouco, mas depois fiquei pensando “é só angustia”, deitei, dormi. Eu sou o que, valho o que, vou fazer o que da minha vida? Antes a opção era enlouquecer ou não, ao que parecia eu lutava pra não, parava aí? Não parava mas era o que parecia. Agora eu não vou mais enlouquecer, a questão não pode ser mais essa. Estou com crise de escritura,não diga que é frescura please, começo a escrever e sinto pavor, acho tudo horrível e ridículo e falso.

Yours forever
Ana C.”


Denial, Denial
Denial, Denial
Your ears should be burning
Denial, Denial
Your ears should be burning

2 Julho , 2008

Posted by Flor de Liz in Deliriun, Incompossível, Leminski, eu, malhumor.
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Communication -The Cardigans

Eu

eu

Vim pensando no metro que

de manhã me sinto mais corajosa

e se te encontro assim numa manhã fria… essas besteiras que penso.

Juro, vim pensando isso

Assim. Sozinhas eu e você, de manhã.

Eu pensava nisso no exato momento de atravessar a rua e não te ver passar do meu lado.

Pensei em voltar, esperei um sinal, um olhar, qualquer coisa que não veio.

Patética

eu sou

Ando num mau humor terrível.

Escrevo pra ninguém

escrevo pra mim

Fantasio

Fujo da realidade

Tudo muito cinza

Tudo muito denso.

Fuga interna, pra não perder o rumo, o prumo.

Lá se vai lucy em um céu de diamantes

“isso de querer
ser exatamente aquilo
que a gente é
ainda vai
nos levar além”

Leminski

30 Junho , 2008

Posted by Flor de Liz in caio f. abreu.
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Daí penso coisas bobas quando, sentado na janela do ônibus, depois de trabalhar o dia inteiro, encosto a cabeça na vidraça, deixo a paisagem correr, e penso demais em você. Quando não encontro lugar para sentar, o que é mais freqüente, e me deixava irritado, descobri um jeito engraçado de, mesmo assim, continuar pensando em você. Me seguro naquela barra de ferro, olho através das janelas que, nessa posição, só deixam ver metade do corpo das pessoas pelas calçadas, e procuro nos pés daquelas aqueles que poderiam ser os seus. (A teus pés, lembro.). E fico tão embalado que chego a me curvar, certo que são mesmo os seus pés parados em alguma parada, alguma esquina. Nunca vejo você - seria, seriam? Boas e bobas, são as coisas todas que penso quando penso em você. Assim: de repente ao dobrar uma esquina dou de cara com você que me prega um susto de mentirinha como aqueles que as crianças pregam umas nas outras.

só depois de passarem três mil dias consigo olhar bem dentro dos seus olhos e é então feito mergulhar numas águas verdes tão cristalinas que têm algas na superfície ressaltadas contra a areia branca do fundo. Aqualouco, encontro pérolas. Sei que é meio idiota, mas gosto de pensar desse jeito, e se estou em pé no ônibus solto um pouco as mãos daquela barra de ferro para meu corpo balançar como se estivesse a bordo de um navio ou de você. Fecho os olhos, faz tanto bem, você não sabe.

CFA

Cor-Ação 25 Junho , 2008

Posted by Flor de Liz in caio f. abreu.
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Sonhei que você sonhava comigo. Parece simples, mas me deixa inquieto. Cá entre nós, é um tanto atrevido supor a mim mesmo capaz de atravessar — mentalmente, dormindo ou acordado — todo esse espaço que nos separa e, de alguma forma que não compreendo, penetrar nessa região onde acontecem os seus sonhos para criar alguma situação onde, no fundo da sua mente, eu passasse a ter alguma espécie de existência. Não, não me atrevo. Então fico ainda mais confuso, porque também não sei se tudo isso não teria sido nem sonho, nem imaginação ou delírio, mas outra viagem chamada desejo. Verdade eu queria muito. Estou piorando as coisas, preciso ser mais claro. Começando de novo, quem sabe, começando agora:
Sonhei que você sonhava comigo. Depois que sonhei que você sonhava comigo, continuei sonhando que você acordava desse sonho de sonhar comigo — e era um sonho bonito, aquele —, está entendendo?…

Sei que estou parado aqui, agora, pensando todas essas coisas. Como se estivesse — eu, não você — acordando um pouco assustado do bonito que foi ter tido aquele sonho em que você sonhava comigo. Tão breve…
Sonhei que você sonhava comigo. Ou foi o contrário? Seja como for, pouco importa: não me desperte, por favor, não te desperto.

-

Meu coração é um bordel gótico em cujos quartos prostituem-se ninfetas decaídas, cafetões sensuais, deusas lésbicas, anões tarados, michês baratos, centauros gays e virgens loucas de todos os sexos

Meu coração é um deserto nuclear varrido por ventos radioativos.

Meu coração é o laborátorio de um cientista louco varrido, criando sem parar Frankensteins monstruosos que sempre acabam por destruir tudo.

Acesa, aceso-vasto, vivo: meu coração teu

Caio Fernando Abreu

Tudo que eu queria hoje é um chocolate bem quente, meu livro,  um lápis

e  quem sabe te ver